GRATIDÃO: RECONHECER NO PRESENTE O VALOR DOS HOMENS NO PASSADO

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Costumo dizer que somos maus por natureza. Ingratos por consequência da herança que recebemos na origem do primeiro, o Adam. Alguns de nós acaba desenvolvendo com mais vigor esse sentimento perverso, egocêntrico, presunçoso e altivo. É certo que todos temos um pouco de ingratidão na alma.

Nos últimos tempos tenho desenvolvido o habito de afirmar: Ninguém vence sozinho! Essa é a metodologia que encontrei para não me sentir uma ilha isolada num arquipélago de humanos. Confesso que não é fácil ser grato. Não sou um modelo de gratidão ambulante. A gente acaba esquecendo aqui, ali, acolá de retribuir o que fizeram por nós noutros tempos, concorda comigo?

A vida segue tão violentamente que nem nos damos conta de parar um instante para disparar: "Pai, mãe, obrigado por acalmar meu choro, por me alimentar, me ensinar a andar, por cuidar de mim. Patrão, obrigado pela oportunidade que me deste. Professor, ainda bem que você decidiu ser mestre para compartilhar comigo alguns saberes. Igreja, amém pelas orações e valores compartilhados para o meu bem. Amigo, não sei o que seria de mim sem o teu ombro, sem teus conselhos, sem teus ouvidos [...]."

De repente o seu obrigado seja rumo ao divino. Quem sabe: "obrigado Deus pela saúde, pela paz, pelas portas abertas, pelo ar que respiro, pelo pão que me alimenta, pelas pessoas que me rodeiam, pelo(a) companheiro(a) que me deste."

Bom, é certo que após alguns exemplos você deve ter lembrado de certos "obrigado" que talvez você nem deu ainda, não é verdade?

Pois bem, não sei como anda a tua gratidão. Mas estou certo que podemos melhorar. A propósito, obrigado por ler.